Prioridade: Crack S.A ou um Governo Catalisador de Empreendimentos Inspiradores?

Nesta primeira semana de fevereiro o Ministro Barroso sugeriu a liberalização de drogas, a começar por maconha e cocaína, como forma de reduzir a violência nas cadeias. Argumenta que se gastam bilhões de reais e a situação só piora.

Não gostei da simplificação proposta pelo ministro e procuro aqui explicar melhor a minha inquietação, em relação à sociedade em que vivemos. Por meio de tópicos talvez fique mais claro:

I – Premissas pessoais:

Não consumo nem nunca consumi, mas não tenho nada contra quem consome. Para mim, o consumo em si não é um problema moral. Preocupo-me com o que um drogado pode fazer de prejudicial a outrem e de alguma forma também a si como importante potencial de contribuição à sociedade.

II – Premissas técnicas das drogas:

  1. Drogas podem viciar e, a depender de vários fatores, podem prejudicar seriamente neurônios e sistemas mentais.
  2. Drogas alteram a percepção sensorial e julgamento, o que pode dar prazer. Algumas delas podem tornar as pessoas agressivas e inconsequentes.
  3. Drogas nem sempre viciam. Fala-se em “apenas” 15% de quem experimenta. Logo, há quem as consuma apenas como recreação.
  4. A famosa experiência da Ratolândia nos anos 60 foi elaborado com dois grupos de ratos – (A) um confinado em solitárias e outro (B) em amplos espaços com recreação. Ambos tinham disponíveis doses iguais de drogas potentes, tipo heroína. Uma conclusão rápida que pode ser melhor observada no link a seguir, é que os ratos que tinham uma boa vida recusavam-se a se viciar enquanto aqueles sem perspectiva se drogavam muito mais, às vezes até morrer. http://www.stuartmcmillen.com/comics_pt/ratolandia/
  5. Acredito que a experiência da Ratolândia tenha validade técnica pois preserva os conceitos de Antonio Damásio quanto ao que uma pessoa pode fazer a partir do seu “estado emocional de fundo”. Logo, se um indivíduo adulto tem o ego bem construído e toda uma estrutura firme quanto a propósitos na vida, tem melhor consciência e controle para não arriscar demais sua vida por conta de prazeres momentâneos. Por outro lado, um ego em formação, como o de jovens, é naturalmente mais frágil. Sendo esse jovem alguém sem perspectiva de crescimento intelectual, social, econômico e profissional, podemos assumir que seja alguém ainda mais frágil perante a potencialidade do vício.

III – A difícil realidade da juventude carioca:

  1. Todo jovem gostaria de obter sucesso social e econômico.
  2. O Rio, capital do Estado, tem cerca de 6,4 milhões de habitantidade-ibgees.
  3. Cerca de 10% da população, ou meio milhão de jovens entre 15 e 24 anos, não trabalha. Ainda que alguns não precisem, é razoável assumir que a imensa maioria precisará um dia trabalhar, seja como empreendedor ou como empregado.
  4. Não há emprego para todos nem perspectivas de melhora atualmente. Além dos problemas atuais, altas taxas de juros e cargas tributária e trabalhista insuportáveis impedem a proliferação de empreendimentos saudáveis no Rio e no Brasil.
  5. A perspectiva do jovem carioca atualmente assemelha-se mais à angústia sentida pelos ratos confinados, grupo (A). Muita gente boa exposta e fragilizada diante do risco do vício em drogas. Acredito ser possível associar ideias e concluir porque há tanta criminalidadej praticada por jovens no Rio e, por extensão, também no Brasil

 

 

IV – A realidade dos empreendimentos de consumo de massa:

  1. Todo empreendedor tem o direito de ficar rico
  2. Abrir o capital e ganhar centenas de milhões de reais, ou mesmo bilhões, num IPO da bolsa de valores é o sonho de todos.
  3. Legalizando o comércio de derivados de cocaína poderá haver muitas pessoas criando empresas de drogas de derivados de cocaína. Algumas poderão ser pequenos quiosques. Vamos imaginar aqui a Crack Ltda. seja a mais preparada.
  4. Um dos maiores investidores da Crack Ltda. poderá ser o “laranja” de algum facínora hoje preso por tráfico. Aliás, seus principais executivos poderão ser os seus atuais comparsas, pois dominam o processo produção de distribuição e conhecem bem o mercado, inclusive os clientes.
  5. Um dia a Crack Ltda. poderá querer consolidar o mercado de venda de cocaína e derivados capitalizando-se via ações em Bolsa – via IPO. Torna-se a Crack S.A.
  6. Dona Toninha é uma costureira séria e trabalhadora, que se preocupa com investimentos para sua aposentadoria. Ela ouviu falar do lançamento de ações da Crack S.A. e lhe disseram que dará um retorno maior do que 30% ao ano. Ela toma conhecimento que a empresa dará esse imenso retorno porque crescerá em virtude de seu agressivo plano de expansão.
  7. O plano de crescimento da Crack S.A. prevê vendas em farmácias, bares, lanchonetes, supermercados etc. Os acionistas irão querer que se invista em boas disposições nas prateleiras, da mesma forma como os cigarros estão hoje – no caixa. Então é preciso imaginar que a criançada, inclusive as nossas, que for comprar um Cebion na farmácia ou um chocolate nos pontos de venda, irá encontrar cocaína em grande destaque na melhor gôndola ou prateleira, ainda que com o aviso “faz mal”. Mas é perfeitamente natural que os acionistas torçam cada vez mais pelo aumento das receitas, ou seja pelo aumento do consumo de drogas da população em geral.
  8. Dona Toninha tem um dilema moral – é isso que ela quer para a sua cidade, para o seu país? Mais e mais pessoas viciadas em drogas (15% de seus consumidores, conforme assunção acima)?

Parece-me que o caminho da legalização é algo realmente inevitável. Porém acredito que mais importante que falar disso agora é discutir sobre como levar os nossos jovens a sonhar com objetivos realmente engrandecedores para o seu futuro, ao invés de gastar tempo apenas em explicações quanto aos malefícios das drogas.

Penso que toda a energia atual deveria se concentrar na emergencial necessidade de alocação da mão de obra juvenil do nosso país em empreendimentos inspiradores e lucrativos, que permitam a todos realmente sonhar e conquistar dias melhores. A ter esperança. É preciso que o Governo seja um catalisador dessa iniciativa, que precisa mobilizar toda a sociedade.

Insisto que não cabe a um servidor público de grande exposição colocar as coisas da forma como o Dr. Barroso fez. Considero desleixo e irresponsabilidade.

Há muito mais para se discutir.

Ricardo Negreiros

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Minha concepção da “Real Realidade” na busca pela verdade

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A revista Época publicou discretamente em 2/11/15 uma notícia de extrema importância do ponto de vista científico, filosófico e religioso: a comprovação da não localidade do universo, contrariando rabugices do grande Einstein. Prova entre muitas de que, em minha modesta opinião, a ciência está ainda muito longe de compreender como surgimos e o que diabos estamos fazendo por aqui. É mais uma marretada na arrogância dos que se supõem conhecedores da vida, como o Sr. Richard Dawkins.

Há cerca de 2.500 anos o filósofo Platão observou que havia uma ignorância dependente da percepção humana. O mito da caverna de Platão retrata o seu exercício imaginativo de alguém preso em uma caverna, que conhecia o mundo apenas pela projeção das sombras em suas paredes. Sombras de estátuas, por exemplo, lhe pareceriam pessoas imóveis e nessa linha de raciocínio teria uma visão altamente restrita do que é o mundo na verdade. Apontava, assim, que as pessoas se enganavam em suas avaliações e conclusões por limitações do seu campo de visão ou de análise.

Atualmente é possível acrescentar outros elementos à brilhante conclusão de Platão quanto ao ponto de vista do prisioneiro. De fato, é comum cometermos erros de todos os tipos em decorrência da nossa ignorância sobre os assuntos com que lidamos. Contudo, há a necessidade de avaliar também se de fato temos a competência para tal percepção. Ou seja, podemos não conseguir perceber algo por restrições ao nosso intelecto, pela falta de determinado tipo de conhecimento. Por exemplo, nem todo mundo compreende a grande correlação entre a alta do dólar e a inflação. Podemos encontrar ossos de aves extintas num parque florestal e acharmos que são ossos de galinha… Enfim, os exemplos do nosso cotidiano podem ser inúmeros.

Mas a nossa limitação intelectual pode ser suprimida pelo aprofundamento e pelo estudo de um determinado tema, porém ainda assim haverá pessoas que por mais que leiam ou estudem não encontrarão as respostas mais elementares. Isso porque a grande maioria de nós tem aptidões específicas para temas, como é o caso dos advogados por leis, físicos por matemática, médicos por biologia etc. Se trocarmos tais profissionais por diferentes aptidões teremos um monte de gente inteligente extremamente confusa…

Há ainda outro tipo de deficiência, de natureza muito mais grave. São as deficiências neurológicas, que alteram completamente a percepção do mundo, impedindo que as conclusões aparentemente mais lógicas sejam impossíveis de atingir. A ciência ainda está engatinhando na direção do aprendizado a respeito de como a mente funciona, e sua especialidade ainda é basicamente diagnosticar as consequências sintomáticas, e não as causas biológicas, mas é útil sabermos identificar patologias como:

  • Autismo – dificuldade de compreender a comunicação social
  • Agnosia facial – não reconhece rostos. Agnosia em geral pode acometer outros sentidos.
  • Esquizofrenia – dificuldade em distinguir o imaginário (delírios) da realidade
  • Dislexia – dificuldade para interpretar a leitura

São muitos os exemplos de anomalias, mas o que considero importante é o autorreconhecimento de nossas próprias deficiências, seja as de uma ou de outra natureza, inclusive circunstanciais, como nas vezes em que avaliamos algo sob forte emoção. Já que não podemos fugir de nossa humanidade, de nossas limitações, penso que o mais importante é que deixemos de lado a arrogância que nos leva a achar que apenas nós estamos certos sobre determinado assunto. Penso que devemos nos acostumar a escutar mais o outro e compreendê-lo em suas idênticas limitações.

Costumamos encontrar grandes confusões, com resultados trágicos, no cotidiano quanto a essa mistura intensa entre realidade, percepção e competência de análise. É o caso, por exemplo, do Exército Islâmico, que resolveu acreditar que conhece profundamente os intrincados desejos de Deus. Lula também deve achar que o que cobrava da Odebrecht era justo pelo que achava que fez pelos pobres. Enfim, cada doido…

A verdade parece ter várias faces, mas isso também não é uma verdade. A verdade costuma ser uma só, a que apelidei de “real realidade”. O problema é que ela costumeiramente se esconde abaixo de muitas camadas de informações, sutilezas, interpretações e limitações, onde parece repousar irônica e desafiante no meio de um intrincado labirinto.

Acho que a única saída para frustrá-la em sua arrogância e superioridade inatingível é diante das grandes questões não desistirmos de encarar de pé as tortuosidades de seu labirinto, repetindo humildes no caminho o que o mestre de Platão, Sócrates, nos ensinou: “Só sei que nada sei”. E completar: “Mas não vou desistir”.

Ensaio sobre a equivocada definição de pecado (ou de como os supostos livros sagrados são capazes de nos impregnar com culpas desnecessárias)

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Penso que a melhor forma de compreender o universo é por meio da perspectiva científica, que o enxerga como um lugar frio e insensível, onde apenas as regras da matemática e da lógica são capazes de explicar o que vemos. Embora acredite firmemente em forças inteligentes além de nossa compreensão, em outras oportunidades já expliquei que, se de fato tais forças existem, nossa própria existência somente faz sentido se as retirarmos de nosso cotidiano, se as desconsiderarmos. Para os mais desavisados, essa afirmação parece um paradoxo. Não é, mas não trataremos disso aqui.

Ao tentar compreender o comportamento do mundo moderno pelo método científico, acostumei-me a encontrar respostas bastante consistentes e coerentes mediante a análise das condições evolutivas pelas quais todas as espécies foram moldadas ao longo dos cerca de 600 milhões de anos últimos, quando começaram a aparecer os indivíduos multicelulares. Para colaborar com esse raciocínio, recomendo a leitura do livro “O gene egoísta”, de Richard Dawkins, uma obra bastante esclarecedora publicada em 1976, que o alçou ao posto de maior darwinista da atualidade.

Em “O gene egoísta” o autor descreve de forma bastante clara a principal razão pela qual a vida é tão persistente no planeta. É pela capacidade dos seres vivos em adquirir e processar energia (sobrevivência) e uma forte competência de replicação (via procriação, no geral). Para suportar essa ideia, o livro reforça-nos a sofisticada adaptabilidade física dos organismos diante dos meios mais adversos e, ainda que possa nos parecer sutil, enfatiza-nos a imensamente forte conexão sentimental entre parentes, em especial dos pais por seus filhos. Essa ligação, a que vulgarmente atribuímos o romântico termo “amor”, traz escondida em cada uma de nossas células uma minúscula, porém poderosa, molécula de DNA. Esse é o ponto central do livro, a ideia de que essa incrível molécula tem como objetivo maior apenas a sua perenização, a sua própria imortalidade. Para explicar como uma molécula é capaz de tamanha façanha talvez seja preciso entrar no duvidoso ramo da metafísica, mas fica para outra hora.

DO IMPULSO DA SOBREVIVÊNCIA

A competência mais emergencial dos seres vivos é conseguir alimento e metabolizar a sua energia. Logo, a sobrevivência na natureza não avalia, cria ou discute regras morais. Ou você consegue se alimentar, e assim sobrevive, ou esquece. À medida em que as espécies foram se tornando mais complexas, foram descobrindo as vantagens da vida em grupo, ou seja, da vida em sociedade. Como bons exemplos temos o caso das formigas e das abelhas. Elas não conseguiriam viver solitárias.

Quando observamos o caso dos mamíferos, onde as necessidades de sobrevivência são de natureza muito sutis e complexas, aparecem regras especiais de convívio, tais como territorialidade, liderança, hierarquia, funções específicas, e assim por diante. São regras que mantêm o grupo unido, em ordem, que quando são descumpridas sacodem os alicerces das vantagens da vida em sociedade. Porém há tanto regras essenciais quanto regras banais. Como exemplo de regras banais, caso um chimpanzé que esteja comendo algumas bananas se distraia, veremos que um outro lhe roubará as bananas que não estejam devidamente protegidas. A depender da disponibilidade de bananas, ou seja, em havendo muitas delas, ninguém se importará que ele leve algumas sem pedir licença. Na natureza não há julgamento moral. Apenas um “salve-se quem puder!”.

Sempre esteve claro para um ‘produtor de comida’, por exemplo um predador, que o seu empenho de energia para obter caça não comportava a ideia de também sustentar “malandros” que não fossem de sua família. Ocorre que, com o surgimento da fala humana, a meu ver infinitamente mais importante do que o tal polegar opositor, ficou muito mais fácil transferir a informação de quem tinha ou não preguiça… Ficou mais claro também, consequentemente, desenvolver e comunicar regras, tais como a que não pode usufruir dos alimentos produzidos quem não colaborasse para obtê-los. E as regras complementares para quem as infringisse, como perder a mão ou a própria vida.

Embora tais regras fossem justas e muito claras para os produtores de comida, do ponto de vista do malandro nunca houve regra que calasse estômago, que silenciasse a voz que o mandava procurar comida sob qualquer circunstância. Um impulso de sobrevivência tem uma imensa dificuldade de se calar.

É evidente que o desejo de obter algo, no caso comida, não pode nem consegue ser neutralizado ou esvaziado pela simples lógica do quanto é justo ou não que se coma às custas do esforço de outrem. Sem que precisemos mais aqui explorar todo o processo evolucional das sociedades humanas, é possível imaginar as inúmeras vezes em que esse conflito aconteceu, com resultados desastrosos, tanto para os produtores de comida, hoje conhecidos como trabalhadores, quanto para os malandros. Lembrando que, modernamente, podemos substituir a noção de comida por energia, e a de energia por dinheiro, a moeda com que se pode adquirir energia e muitas outras vantagens para a sobrevivência.

Aqui é preciso comentar, em termos bem básicos, como funciona o córtex frontal, um dos dispositivos mais evoluídos do cérebro humano e que ajuda muito a nos distinguir dos demais animais. Ele trabalha avaliando os impulsos (ou desejos) mediante a ponderação das vantagens e dos riscos decorrentes de uma ação, que pode ser imprópria ou não, o que chamamos de julgamento moral. Simplificando os mecanismos do pensamento podemos, assim, assumir que o córtex frontal dispõe da competência em refrear um impulso inapropriado decorrente do desejo de, por exemplo, pegar um dinheiro que não nos pertence. Se esse freio é falho, um impulso natural não consegue ser refreado e o indivíduo comete o roubo.

Para ilustrar de forma mais contundente o papel refreador do córtex frontal recomendo a leitura do caso clássico de Phineas Gage, um operário exemplar do século XIX que, após acidente que seccionou parte importante das conexões dessa área do cérebro transformou-se completamente, tornando-se irascível, descontrolado, inclusive miserável, perdendo banalmente todas as economias. Seu caso é de grande importância pois ajudou a construir alguns dos primeiros conceitos da área de neurociência.

Podemos também concluir, portanto, que do conflito entre o desejo natural de ter os mesmos recursos de alguém rico sem gastar muita energia, ou seja, sob quaisquer meios e o esforço de refreamento eclodem os sentimentos de inveja ou de frustração. Como fazer par acomodar essa emoção depende dos recursos internos de cada um, inclusive dos seus gradientes de impulso e refreamento, que podem ir de zero a dez, e do ponto onde se deu o choque (ver figura acima).

DO IMPULSO DA PROCRIAÇÃO

A segunda competência mais importante, vindo logo após a própria sobrevivência, e com vistas ao mesmo objetivo de imortalidade do nosso DNA, é a procriação. Nascemos altamente preparados para reconhecer qualidades e defeitos em potenciais parceiros, onde a busca da beleza tem um significado importantíssimo, subjacente ao mero prazer de namorar alguém bonito. A atração por pessoas belas significa, basicamente, que os genes com quem pretendemos dividir os nossos parecem claramente ser de uma pessoa saudável, e implicam na ideia de que os filhos de nossos filhos também terão essa qualidade genética.

De acordo com o conhecemos do nosso relógio biológico, as meninas ovulam por volta dos 11-13 anos e têm suspensa sua fertilidade por volta dos 45-50. Devido ao processo natural de envelhecimento, podemos dizer que há uma curva de excelência, ou seja, a menina atinge a maturidade física por volta dos 16-18, mantém-se em seu frescor até os 30-35 e depois inicia o desafio de manutenção da delicadeza da pele, do cabelo, da firmeza muscular e de outros atributos em decorrência do avanço natural da idade. Junto a esse processo físico há o incremento gradual da maturidade intelectual, tornando a mulher cada vez mais experiente e arisca quanto aos truques de sedução masculina.

Logo, revisitando analogamente todos os argumentos evolutivos aqui explorados chegamos aos dias atuais, tratando do caso hipotético de um homem de 50 anos diante de uma bela menina de 18, na flor da idade, no auge de sua beleza física e funcional, plenamente fértil. Vamos deixar bem claro: não há homem (desses que “realmente gostam da coisa”) que não a deseje. Por outro lado, um senso moral o obriga a refrear a sua abordagem, pois sabe que a moça é para ele praticamente uma criança a quem apenas usará sexualmente e, pela imensa diferença intelectual, de quem se cansará facilmente, impedindo-a de procurar parceiros mais de acordo com a sua maturidade. Senso esse devidamente produzido a partir de análise do seu córtex frontal. O mesmo raciocínio vale para a linda mulher do amigo, da belíssima supervisora de vendas recém enviuvada, e por aí vai.

Mas, infelizmente, assim como no caso do roubo há os que possuem baixo gradiente de refreamento, o que não lhes permite a contenção de impulsos de determinada força. O resultado pode ser igualmente catastrófico, como nos mostram os casos históricos, os dos jornais atuais e mesmo os de gente conhecida.

Conclusões

Diante de tantos impulsos e desejos, ora reprimidos ora estimulados pelas próprias condições do ambiente ao nosso redor, a natureza nos dotou da habilidade de decidir por meio da percepção daquilo que de fato nos interessa mediante um subjetivo recurso. Fomos capacitados, assim como os demais animais, a avaliar o que deve ser feito por meio da emoção, o que nem sempre significa a melhor decisão. Sendo o nosso cérebro viciado em emoções, temos a habilidade de sentir ou mesmo de impedir (pelo menos tentar) uma gama de diferentes sensações tais como raiva, amor, tristeza, euforia etc. Poderíamos falar bastante sobre o significado e a utilidade de cada uma delas, mas o importante a ressaltar é que, conforme nos ensina Antonio Damásio, o nosso processo decisório é fortemente afetado pelo que ele chamou de “estado emocional de fundo”, aquilo que algumas vezes chamamos vulgarmente de humor. Logo, precisamos estar atentos quando, apesar de a lógica apontar numa direção, nosso emocional, certo ou não, apontar para outra. Recordo novamente o caso de Phineas Gage para enfatizar o quanto somos também dependentes das condições neurológicas para atingirmos a serenidade emocional.

Ao buscar justificativa nesses impulsos basilares de sobrevivência e procriação, em outro post comentei sobre a relativização de status (*). Nele desenvolvi a ideia da necessidade de nos sentirmos importantes em relação às condições que estão ao nosso redor, alertando que tal necessidade pode ser facilmente transmutada em sentimento de orgulho ou soberba, com suas consequências negativas. Sob o efeito do orgulho, por exemplo, também podemos nos tornar mais ousados ou corajosos, afetando tanto um determinado impulso quanto a nossa capacidade de refreá-lo. O orgulho, por sua vez, também é desconsiderado como uma ferramenta de sobrevivência e defenestrado como um simples pecado.

No meio de tantas considerações quanto a impulsos, refreamentos e emoções, reafirmo para mim mesmo: o que é o pecado senão apenas a manifestação genuína e amoral de alguns dos nossos impulsos naturais mais basilares? De onde vem a concepção de que os impulsos são a manifestação de um mal originado fora de nós, o qual no momento em que o reconhecemos adquire a identidade de pecado, se na tentativa de nos perpetuarmos somos repletos de desejos intrínsecos à nossa intrínseca e inescapável natureza animal? Por que precisamos chamar de “tentação demoníaca” aquilo que é precisamente a base da nossa própria existência?

De forma nenhuma estou aqui avalizando comportamentos execráveis, tendo em vista que hoje em dia temos plenas condições de alcançarmos a felicidade sem que nos aproveitemos da fragilidade alheia. Estou apenas afirmando que enquanto tivermos a carga genética dos nossos mais antigos ancestrais, sempre teremos os impulsos igualmente primitivos deles.

Em virtude de evidente lógica acrescento, portanto, que o pecado deveria ser tal como definido algo ruim apenas quando nos tornamos incompetentes em refrear o que não é justo nem harmônico. Quando o gradiente de refreamento da pessoa é muito baixo e ela não faz nada para mudar. Porém, outro problema eclode quando se nega a própria autoria dos desejos mais primitivos, mentindo para nós mesmos como se fossem meras tentações. A psicanálise define essa percepção como ‘locus de controle externo’. No caso, é pior, é pretender culpar um outro que muito provavelmente nem existe. É atribuir a diabos e demônios aquilo que nós mesmos somos.

(*)   https://reestruturador.wordpress.com/2015/07/28/a-relativizacao-de-status-e-a-incompressibilidade-do-ego/

Minha particular teoria científica para o fenômeno da premonição

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De acordo com reflexões pessoais, de maneira que não posso culpar ninguém por tamanha arbitrariedade, concluí que a emoção deforma o espaço-tempo na proporção de sua intensidade. Por isso acredito que é possível o fenômeno da premonição. Minha teoria deriva de:

1) tempo e espaço são indissociáveis (Einstein);

2) a consciência afeta as partículas elementares, logo, afeta a matéria (física quântica, ex: Brian Greene em ‘O tecido do Cosmo’);

3) toda matéria ocupa espaço, sendo, portanto, parte integrante do espaço-tempo – logo, qualquer evento que afeta a matéria afeta subsidiariamente o espaço-tempo em torno dela;

4) o sentimento (ou a emoção) é um poderoso subproduto da consciência – a diferença entre emoção e sentimento, de acordo com Antonio Damasio, é que este segundo é o estágio onde o primeiro ascende à consciência.

Assim: CONSCIÊNCIA (emoção) —> MATÉRIA <==> ESPAÇO-TEMPO (passado e futuro)

A ideia é que podemos imaginar que, se em algum momento no futuro sentiremos uma forte emoção (como exemplo algo sofrido, angustiante, ou mesmo empolgante), este estágio pontiagudo de consciência no “futuro” poderá deformar o tempo “ao redor” de si, tanto na direção do passado quanto do futuro (conforme diversos livros científicos, o universo não tem uma direção temporal absoluta). Uma emoção nos afeta mais no futuro (após o evento), parecendo assim ser mais intenso, porque ele é retroalimentado pela memória efetivamente constituída. Quanto ao passado, aquela emoção pode ser sentida de forma antecipada como um “eco” vindo do futuro, provocado pela deformação (um enrugamento da consciência?) no espaço-tempo decorrente daquela emoção.

Por meio desse raciocínio, portanto, acho que é possível pressentir antecipadamente eventos de grande impacto emocional, embora raramente se compreenda o que vai acontecer. A emoção não tem refinamento informativo. Inclusive, às vezes até me parece que algumas pessoas nascem com a percepção do que serão no futuro, tal a dimensão emocional de seus feitos quando adultos.

Para ilustrar um pouco essas ideias recomendo analisar os seguintes vídeos:

– experiência da dupla fenda: https://www.youtube.com/watch?v=GXAYW4a3OZY

– principalmente a partir dos 28 min em: https://www.youtube.com/watch?v=XHC9KVfVGPI

Em outro descritivo falarei do Código Vibracional Individual, que é o meio pelo qual pessoas intimamente ligadas podem sentir ou pressentir umas às outras, aproveitando parte do acima comentado.

Apenas 7 ministérios são suficientes!

PROPOSTA DE REORGANIZAÇÃO DOS MINISTÉRIOS DO BRASIL

Ricardo Negreiros, 04/06/2015 v.1

I – Introdução

II – A organização e o funcionamento dos ministérios

III – A organização e o funcionamento dos comitês operacionais   ____________________________________________________________

I – Introdução

O Brasil padece gravemente há anos da doença crônica do fisiologismo partidário, onde uma das principais ferramentas de compadrio e compra de apoio é a concessão de ministérios. Além do inchaço que a criação de ministérios provoca nas contas públicas, a indicação dos filiados políticos dos partidos quase nunca leva em conta a competência para o cargo. Com tantos interlocutores diretos ligados à presidência, é quase impossível exercer uma supervisão eficiente dos propósitos e do uso dos recursos arrecadados do contribuinte. Pior ainda são os casos onde o executivo principal é escolhido por sua habilidade como operador de falcatruas. É um raciocínio que serve igualmente do primeiro ao enésimo escalão. Aliás, em outra oportunidade espero também exercitar o mesmo modelo aqui desenvolvido para os casos de estados e municípios.

A proposta preliminar (e independente) que aqui desenvolvi, a qual pretendo levar para discussão com alguns amigos da área política, obviamente pressupõe que as indicações aos cargos de ministro devem contemplar reconhecida competência no tema. Penso que também se deva discutir prós e contras da eventual exigência quanto aos ministros serem, inclusive, funcionários de carreira de seu próprio ministério, mas isso fica para outro momento. Talvez submetê-los a sabatinas no Congresso, prévia e anualmente, seja também uma boa medida de controle de qualidade.

Nessa primeira versão não estão sendo também exploradas análises mais profundas a respeito do papel do Estado, em cuja discussão, e apenas como ilustração, eu já partiria propondo a privatização de BB, CEF, Petrobras e praticamente tudo o que pudesse ser delegado legitimamente para gestão da iniciativa privada. Como estamos delegando a debates futuros a decisão mais contundente quanto a um ou outro departamento ou secretaria são dispensáveis, neste presente esboço estou preservando vários órgãos apenas para funções estratégicas mais simples como monitoramento de um setor, apoio etc. Exatamente pela premissa de que devemos deixar de lado a pretensão do Estado de estar presente em cada detalhe da economia, já é possível intuir a redução de estruturas, e porquanto uma substancial economia na manutenção dos ministérios e de seus salamaleques e superficiais atuações, bem como maior rapidez e transparência nos processos decisórios.

Mesmo que à primeira vista pareça que aqui sugerimos apenas substituir o status do que antes era ministério para secretaria ou departamento, há vários ministérios que efetivamente deixam de existir. E os que mudam seu status para secretarias ou departamentos levam em conta uma grande redução de escopo. A ideia central é que não é razoável imaginar que um ministério como o da pesca tenha tanto assim o que fazer… O máximo a que o Estado deve se propor a envolvimento nessa ou em outra atividade deveria ser para facilitar o seu sucesso, e não para criar burocracias demoníacas… Portanto, pressupor a presença de bons técnicos e analistas no Estado para monitorar algum setor é algo aceitável, porém não mais do que meia dúzia deles, interagindo com o IBGE, SERPRO etc. Esse aprofundamento quanto à redefinição de escopo geral ainda não foi feito, mas pretendo um dia contribuir para o seu desenvolvimento. O resultado prático é a eliminação de cargos, gerando uma imensa economia para o contribuinte (dessa e/ou de futuras gerações), a eliminação de barreiras burocráticas para o empreendedor e maior agilidade nas decisões.

Essa é a visão final de nossa proposta, que tornaria o Brasil muito mais ágil, eficiente, respeitável  e econômico: 7 min v1

II – A organização e o funcionamento dos ministérios A forma como procurei reorganizar os ministérios tem como premissa básica a unificação de temas correlatos, reunidos nas poucas categorias que considerei essenciais para a gestão de um país com as dimensões e os desafios do Brasil atual. A forma de alinhar e organizar essas categorias é inspirada no método de meu livro Manual do Reestruturador de Empresas, especializada na reestruturação de empresas privadas, onde a rapidez das ações e a dinâmica da comunicação precisam caminhar em sintonia com as cadeias de comando, de forma a gerar eficiência em ambientes mercadológicos cada vez mais competitivos. Como o bem estar da população de um país está diretamente associado à sua competência econômica, é possível afirmar com grande tranquilidade que a adoção de raciocínio equivalente na organização do Estado lhe seja quase que totalmente aplicável. Assim, a presidência lida com uma quantidade muito menor de ministros, os quais, por sua vez, têm maior autonomia na interatividade entre departamentos que podem operar com grande sinergia de esforços. Conforme o agrupamento dos temas, chegamos aos seguintes ministérios:

1. Casa Civil – assim como em uma grande empresa, o executivo principal deve poder contar com aconselhamento estratégico e operacional específicos para o exercício de sua função, o chamado Conselho de Administração. (No caso de uma S/A o Conselho elege o presidente, enquanto aqui é o contrário, mas o objetivo de aconselhamento é basicamente o mesmo.) Em nosso modelo de Estado, este aconselhamento é capitaneado pelo ministro da Casa Civil, contendo as seguintes secretarias e departamentos:

  • Advocacia-Geral da União (inclui Direitos Humanos) – orientação jurídica
  • Controladoria-Geral da União – supervisão das finanças
  • Secretaria Geral (com Segurança Institucional) – coordenação de protocolos e da segurança da presidência
  • Secretaria das Relações Exteriores (Itamaraty) – estratégia diplomática e apoio comercial de empresas nacionais no exterior
  • Departamento de Assuntos Estratégicos (inclui Relações Institucionais e Comunicação Social) – debates políticos, relações com congressistas etc. Em um esforço de analogia com uma empresa corresponderia à sua área comercial, onde se concentra todo o esforço de comunicação (marketing) e de vendas; no caso da União, de suas ideias e propostas.

2. Ministério da Economia e das Finanças – assim como nas empresas, onde existe um CFO (chief financial officer) responsável pelo seu planejamento e controle financeiro, uma nação pode concentrar em apenas um ministério a confecção e o controle do seu orçamento, inclusive o monitoramento de sua moeda. O orçamento, por sua vez, precisa ser elaborado em consonância com as diretrizes de apoio ao desenvolvimento do país, precisando ser debatido especialmente com o ministério que trata do desenvolvimento sustentável. Ele conterá os seguintes departamentos:

  • Secretaria do Planejamento e Monitoramento
  • Secretaria da Fazenda – gestão da arrecadação e de gastos
  • Casa da Moeda e Tesouro Nacional – emissão de moeda e de títulos públicos
  • Banco Central do Brasil – monitoramento do sistema financeiro, controle da moeda e da dívida pública. Embora esteja hierarquicamente nesse ministério, a atuação do BCB é independente em seu papel de defensor do poder de compra da moeda brasileira.
  • Autarquias importantes:
    • CVM – monitoramento do mercado aberto
    • SFE (Secretaria de Fornecedores do Estado) – sugestão pessoal de autarquia nos moldes da CVM para o propósito de monitorar detalhada e tecnicamente as compras de produtos e serviços pela União.Autarquias importantes:

3. Ministério do Desenvolvimento Sustentável –  em uma empresa, o equivalente desse ministério é a área de produção (ou também denominada de “operações”). Aqui chamamos a atenção para o termo sustentabilidade. Sabemos que projetos sustentáveis precisam atender a três fatores de igual importância: viabilidade econômica, atendimento a necessidades sociais e respeito ao ambiente natural. Tendo em vista que todo e qualquer projeto de desenvolvimento, de qualquer natureza ou configuração, depende em algum grau desses três elementos, o conceito de sustentabilidade passa a ser incorporado automaticamente aos esforços gerais de desenvolvimento, representando um avanço conceitual que permitirá maior agilidade no desenvolvimento de projetos importantes. Este ministério, que terá como meta principal apoiar o crescimento econômico e sustentável do país, se subdividirá entre os seguintes setores:

  • Departamento da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura – apoio ao desenvolvimento tecnológico dessas indústrias bem como monitoramento sanitário
  • Departamento de Infraestrutura:
    • Secretaria dos recursos hídricos e do saneamento básico (interage com DAN)
    • Secretaria de portos e transportes – ênfase no apoio ao desenvolvimento de malha viária, ferroviária e aeroviária
    • Secretaria das Comunicações – monitoramento estratégico do setor
    • Secretaria das Minas e Energia – monitoramento estratégico do setor
    • Secretaria do Trabalho e Emprego – ênfase na desburocratização do setor
    • Secretaria do Turismo – apoio institucional à indústria no país
    • Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação – apoio estratégico à inovação e a novos métodos de produção das indústrias em geral
  • Departamento do Comércio Exterior – facilitação dos processos de exportação e importação
  • Departamento do Ambiente Natural (DAN) – monitoramento dos biomas e apoio à proteção de fauna e flora em geral, inclusive de animais domésticos
  • Secretaria da Micro e Pequena Empresa – apoio ao desenvolvimento do empreendedorismo

4. Ministério da Educação e Culturaesse ministério tem a função equivalente ao de Recursos Humanos de uma empresa que tenha foco no treinamento e no desenvolvimento de seus funcionários. O sucesso da força social e do desenvolvimento econômico de um povo são diretamente dependentes de sua formação intelectual, onde a cultura geral ocupa papel igualmente importante ao da educação na capacidade de compreender e interagir de forma eficiente com outras pessoas de qualquer lugar no mundo. Esse ministério terá apenas dois departamentos:

    • Departamento de Educação – desenvolver programas modernos e núcleos de estudos onde os alunos possam aprender de forma motivada e inspiradora temas realmente importantes para uso prático em suas vidas profissionais, desde a primeira infância até a faculdade. Considerando a dificuldade de prover ensino de qualidade sob gestão estatal, o Estado deverá testar sistemas alternativos de financiamento da educação, por exemplo, usando gradativamente o sistema de voucher. Deve haver grande foco na valorização profissional dos professores. Conveniente manter conexão estratégica com as redes públicas estaduais e municipais.
    • Departamento de Cultura – este departamento terá o propósito de apoiar as iniciativas culturais pelo país, porém cada vez mais retirando-se da função de gestora. Estará concentrada em apoiar e suportar o trabalho de formação intelectual dos jovens, de responsabilidade do departamento de educação.

5. Ministério da Saúde, Previdência e Segurança Alimentar – em uma empresa este ministério corresponderia à área de benefícios. Por ser um ministério dispendioso, sem natureza de investimento, deve operar segundo políticas muito claras quanto à real necessidade de seus beneficiados. No caso da bolsa família, por exemplo, deve ser implementada de forma provisória, para que não traga o vício da acomodação, em especial àqueles cuja faixa etária e condição de saúde lhe permitem trabalhar normalmente. Os departamentos são os seguintes:

  • Secretaria da Saúde – prover hospitais e atendimento médico de qualidade a toda a população necessitada. Deve manter conexão estratégica com as redes públicas estaduais e municipais.
  • Secretaria da Previdência – embora use os serviços e informações de arrecadação da Secretaria da Fazenda, seu papel é basicamente o de pagar pensões e aposentadorias nas regras oficiais, com grau máximo de governança contra fraudes.
  • Segurança Alimentar – departamento estratégico e altamente monitorado, responsável pela concessão da bolsa família. Atenção especial para não criar dependências e vícios ao programa.

6. Ministério da Justiça – esse ministério terá a função de interagir com o poder judiciário, ocupando-se em fornecer serviços à população por meio dos seguintes departamentos:

  • Departamentos de Polícia
  • Sistema prisional

7. Ministério da Integridade Nacional – apenas como analogia, em uma empresa esse órgão cuidaria da segurança e funcionalidade das instalações e das operações, bem como das relações da matriz com as filiais em diferentes regiões, preservando a unidade operacional da empresa. O ministro responsável por essa pasta gerenciará os seguintes departamentos, basicamente voltados para o monitoramento do território nacional:

  • Departamentos das Forças Armadas – Defesa da Constituição, territorial, ajuda externa a países aliados. Em caso de emergência, reportam-se diretamente à presidência. Há três departamentos separados, um para cada força.
  • Departamento do Interior – monitoramento de crises, tais como os assuntos relativos a calamidades (enchentes, secas etc.), reservas indígenas e mesmo habitação popular.
  • Departamento das Cidades – apoiar as matérias de interesse comum para o desenvolvimento e independência das diversas cidades do país.

III – A organização e o funcionamento dos comitês operacionais

Nas empresas privadas mais profissionais há organogramas cuja função é facilitar a visualização das diversas responsabilidades operacionais de cada área. Mas, naturalmente, há assuntos que demandam esforços conjuntos entre diferentes áreas. Para essas circunstâncias específicas constituem-se comitês, que podem ser temporários ou permanentes, de acordo com o objetivo pretendido. Embora não vejamos nos noticiários grandes iniciativas dessa natureza, deveria haver também no governo a iniciativa de constituição de comitês para potencializar esforços para programas com propósitos específicos. Considerando a altíssima taxa de cerca de 50 mil assassinatos por ano no Brasil, um bom exemplo seria a criação de um comitê para extinção de homicídios, afinal, a construção de mais presídios ou o aumento da força policial são somente paliativos para mais essa tragédia nacional. O foco deve ser na prevenção dos crimes, o que requer uma conexão muito maior das diversas esferas do governo, inclusive incorporando entidades da sociedade civil que já têm essa preocupação de colaborar. Uma sugestão para esse comitê seria conforme abaixo: comitê exemplo

P.S. Tendo em vista o contínuo aperfeiçoamento do texto, quem quiser receber versões mais recentes, peço que me solicite via email rjnegreiros@gmail.com. Obrigado.

Bio

Ricardo Negreiros, nascido em Fortaleza em 1963, é engenheiro, contador e MBA em Finanças. Trabalhou oito anos no Citibank (79-87), no segmento de auditoria da Arthur Andersen (87-90) e no Banco Pactual (1990-2000). Tendo vivido uma peculiar mistura de experiências em controladoria, auditoria e investment banking, Negreiros desenvolveu uma visão convenientemente aplicável a trabalhos de reestruturação de empresas. Os primeiros projetos desta natureza foram executados, com grande sucesso, ainda no período em que trabalhava no Banco Pactual.

Visando uma dedicação maior a este segmento, Negreiros deixou o Banco Pactual (hoje BTG Pactual) em 2000, inicialmente trabalhando diretamente na função do próprio executivo de campo. Com a consolidação de sua metodologia, ao longo dos anos a RN Executivos arregimentou executivos com o mesmo perfil de seu fundador para execução de diferentes projetos de reestruturação nos mais diversos segmentos da economia. Essa metodologia está retratada em seu livro Manual do (Re)Estruturador de Empresas.

Atualmente a RN Executivos é uma partnership de executivos de alto nível, onde todos trabalham sob uma mesma forma de pensar e com o mesmo método simples, claro e eficiente. Cada um dos executivos possui a experiência, a energia e o foco necessários para transformar suas empresas-cliente em modelos de administração e rentabilidade.