ERRO CLÁSSICO DE MATEMÁTICA FINANCEIRA E A TEORIA DO MICROEMPRÉSTIMO, por Ricardo Negreiros

Há vários anos observo em clientes um erro importante no acompanhamento de fluxos financeiros, especialmente quando do uso do Sistema Francês de Amortização (SFA), o popular Sistema Price. Em diferentes exemplos que conheci me apontaram como fonte de consulta o livro Matemática Financeira, de José Dutra Sobrinho, Editora Atlas, com quem já tentei entrar em contato para alertar. Há também muitas versões no Youtube de explicações igualmente equivocadas. Considero ser minha responsabilidade explicar o que acredito ser a versão conceitual correta desse problema.

Para justificar o meu ponto de vista, recalculei a própria fórmula do SFA (fig.1) e exemplifiquei com um caso prático de amortização negativa (fig.2) para melhor demonstrar o potencial de consequências desse problema:

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O erro está em uma tabela do livro (foto abaixo) que apresenta o fluxo de mensalidades de valor constante R$1.000. A coluna de Juros apresenta o valor da taxa de 3% incidente sobre todo o saldo devedor, a cada mês. O problema está na coluna Amortização, pois parece-me haver uma confusão do autor na diferença de tratamento entre caixa e competência nos cálculos.

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Para compreender o que está errado, observe no mês 4 que os juros de R$186,91 são calculados mediante a taxa de 3% sobre o saldo devedor anterior de R$6.230,28. Mas ao calcular esses juros o autor informa que a prestação 4 é composta desses R$186,91 de juros mais o valor apontado como amortização de R$813,09, na coluna ao lado, o que totaliza a prestação de R$1.000,00. Por simples subtração. Esse conceito está equivocado.

O problema fica muito evidente quando lembramos dos bancos escolares que as prestações iguais começam com amortização maior e juros menor enquanto ao longo do tempo reduzem o valor amortizado na medida que aumentam os juros de cada prestação. O resultado é que essas colunas estão simetricamente invertidas.

Em minha forma de analisar matematicamente fluxos de pagamentos assumo que cada prestação corresponde a um crédito isolado, independente. É o que chamo de microcrédito. Ao recalcular a própria fórmula do SFA na fig. 1 aparece-nos claramente o microcrédito, ou seja, o tratamento individualizado das parcelas, como se fossem cada uma delas um empréstimo à parte, de valor final em certa data. Todas usando o mesmo conceito básico: M = VP x (1+i)n. O descuido em não conhecer como a fórmula foi desenvolvida parece-me ser a origem de todo o problema.

O problema ficou também evidente na tabela da figura 2 mais acima. Ao colocarmos um pagamento intermediário inicial bem inferior à PMT, aparece uma amortização negativa, demonstrando a evidência do erro de se apurar a quantia amortizada apenas deduzindo-se do valor recebido os juros do período. Acho que o problema nasce ao se confundir fluxo financeiro com o lado conceitual, que fica mais evidente com o pagamento de R$100 – quanto dele seria pagamento de principal ou de juros? Além de sérios problemas no acompanhamento do saldo principal, pois parece aumentá-lo de imediato, a apuração do IOF ficaria impossível por meio da tabela que Dutra desenvolveu, tanto por esse valor negativo quanto pela ordem como a amortização supostamente acontece.

Por meio do racional da fórmula na fig. 1 podemos acompanhar, no exemplo numérico do livro, a evolução do valor do principal, subdividido em 10 parcelas, e os juros correspondentes a cada parcela, mês a mês. O resultado é que a soma mensal do conjunto de “pedaços” de juros informa o que as partes do negócio deveriam registrar como “juros incorridos totais”. A tabela abaixo, calculada como defino em meu livro Manual do Reestruturador de Empresas, ilustra melhor essa visão:

microemprestimo

Explicadas as diferenças conceituais entre os dois livros, podemos, finalmente, comparar os impactos graficamente, da seguinte forma:

juros

Penso que aqui cumpri o meu papel de levantar a questão, inclusive por também já ter enviado comunicado à Editora Atlas. Mas quem ainda quiser maiores explicações, terei a máxima satisfação em atender pelo telefone +55-21-971483135 ou e-mail negreiros@reestruturacao.com.br.

Muito obrigado.

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Prioridade: Crack S.A ou um Governo Catalisador de Empreendimentos Inspiradores?

Nesta primeira semana de fevereiro o Ministro Barroso sugeriu a liberalização de drogas, a começar por maconha e cocaína, como forma de reduzir a violência nas cadeias. Argumenta que se gastam bilhões de reais e a situação só piora.

Não gostei da simplificação proposta pelo ministro e procuro aqui explicar melhor a minha inquietação, em relação à sociedade em que vivemos. Por meio de tópicos talvez fique mais claro:

I – Premissas pessoais:

Não consumo nem nunca consumi, mas não tenho nada contra quem consome. Para mim, o consumo em si não é um problema moral. Preocupo-me com o que um drogado pode fazer de prejudicial a outrem e de alguma forma também a si como importante potencial de contribuição à sociedade.

II – Premissas técnicas das drogas:

  1. Drogas podem viciar e, a depender de vários fatores, podem prejudicar seriamente neurônios e sistemas mentais.
  2. Drogas alteram a percepção sensorial e julgamento, o que pode dar prazer. Algumas delas podem tornar as pessoas agressivas e inconsequentes.
  3. Drogas nem sempre viciam. Fala-se em “apenas” 15% de quem experimenta. Logo, há quem as consuma apenas como recreação.
  4. A famosa experiência da Ratolândia nos anos 60 foi elaborado com dois grupos de ratos – (A) um confinado em solitárias e outro (B) em amplos espaços com recreação. Ambos tinham disponíveis doses iguais de drogas potentes, tipo heroína. Uma conclusão rápida que pode ser melhor observada no link a seguir, é que os ratos que tinham uma boa vida recusavam-se a se viciar enquanto aqueles sem perspectiva se drogavam muito mais, às vezes até morrer. http://www.stuartmcmillen.com/comics_pt/ratolandia/
  5. Acredito que a experiência da Ratolândia tenha validade técnica pois preserva os conceitos de Antonio Damásio quanto ao que uma pessoa pode fazer a partir do seu “estado emocional de fundo”. Logo, se um indivíduo adulto tem o ego bem construído e toda uma estrutura firme quanto a propósitos na vida, tem melhor consciência e controle para não arriscar demais sua vida por conta de prazeres momentâneos. Por outro lado, um ego em formação, como o de jovens, é naturalmente mais frágil. Sendo esse jovem alguém sem perspectiva de crescimento intelectual, social, econômico e profissional, podemos assumir que seja alguém ainda mais frágil perante a potencialidade do vício.

III – A difícil realidade da juventude carioca:

  1. Todo jovem gostaria de obter sucesso social e econômico.
  2. O Rio, capital do Estado, tem cerca de 6,4 milhões de habitantidade-ibgees.
  3. Cerca de 10% da população, ou meio milhão de jovens entre 15 e 24 anos, não trabalha. Ainda que alguns não precisem, é razoável assumir que a imensa maioria precisará um dia trabalhar, seja como empreendedor ou como empregado.
  4. Não há emprego para todos nem perspectivas de melhora atualmente. Além dos problemas atuais, altas taxas de juros e cargas tributária e trabalhista insuportáveis impedem a proliferação de empreendimentos saudáveis no Rio e no Brasil.
  5. A perspectiva do jovem carioca atualmente assemelha-se mais à angústia sentida pelos ratos confinados, grupo (A). Muita gente boa exposta e fragilizada diante do risco do vício em drogas. Acredito ser possível associar ideias e concluir porque há tanta criminalidadej praticada por jovens no Rio e, por extensão, também no Brasil

 

 

IV – A realidade dos empreendimentos de consumo de massa:

  1. Todo empreendedor tem o direito de ficar rico
  2. Abrir o capital e ganhar centenas de milhões de reais, ou mesmo bilhões, num IPO da bolsa de valores é o sonho de todos.
  3. Legalizando o comércio de derivados de cocaína poderá haver muitas pessoas criando empresas de drogas de derivados de cocaína. Algumas poderão ser pequenos quiosques. Vamos imaginar aqui a Crack Ltda. seja a mais preparada.
  4. Um dos maiores investidores da Crack Ltda. poderá ser o “laranja” de algum facínora hoje preso por tráfico. Aliás, seus principais executivos poderão ser os seus atuais comparsas, pois dominam o processo produção de distribuição e conhecem bem o mercado, inclusive os clientes.
  5. Um dia a Crack Ltda. poderá querer consolidar o mercado de venda de cocaína e derivados capitalizando-se via ações em Bolsa – via IPO. Torna-se a Crack S.A.
  6. Dona Toninha é uma costureira séria e trabalhadora, que se preocupa com investimentos para sua aposentadoria. Ela ouviu falar do lançamento de ações da Crack S.A. e lhe disseram que dará um retorno maior do que 30% ao ano. Ela toma conhecimento que a empresa dará esse imenso retorno porque crescerá em virtude de seu agressivo plano de expansão.
  7. O plano de crescimento da Crack S.A. prevê vendas em farmácias, bares, lanchonetes, supermercados etc. Os acionistas irão querer que se invista em boas disposições nas prateleiras, da mesma forma como os cigarros estão hoje – no caixa. Então é preciso imaginar que a criançada, inclusive as nossas, que for comprar um Cebion na farmácia ou um chocolate nos pontos de venda, irá encontrar cocaína em grande destaque na melhor gôndola ou prateleira, ainda que com o aviso “faz mal”. Mas é perfeitamente natural que os acionistas torçam cada vez mais pelo aumento das receitas, ou seja pelo aumento do consumo de drogas da população em geral.
  8. Dona Toninha tem um dilema moral – é isso que ela quer para a sua cidade, para o seu país? Mais e mais pessoas viciadas em drogas (15% de seus consumidores, conforme assunção acima)?

Parece-me que o caminho da legalização é algo realmente inevitável. Porém acredito que mais importante que falar disso agora é discutir sobre como levar os nossos jovens a sonhar com objetivos realmente engrandecedores para o seu futuro, ao invés de gastar tempo apenas em explicações quanto aos malefícios das drogas.

Penso que toda a energia atual deveria se concentrar na emergencial necessidade de alocação da mão de obra juvenil do nosso país em empreendimentos inspiradores e lucrativos, que permitam a todos realmente sonhar e conquistar dias melhores. A ter esperança. É preciso que o Governo seja um catalisador dessa iniciativa, que precisa mobilizar toda a sociedade.

Insisto que não cabe a um servidor público de grande exposição colocar as coisas da forma como o Dr. Barroso fez. Considero desleixo e irresponsabilidade.

Há muito mais para se discutir.

Ricardo Negreiros

A importância do monitoramento crítico

madre-teresaAinda que Madre Teresa de Calcutá pudesse exercer a Presidência da República, com a sua reconhecida pureza de alma, reputaria como imprescindível que preservássemos sempre um cuidadoso monitoramento crítico sobre o seu trabalho.
Amigos mais à direita me surpreendem com um interesse firme em defender as posições mais esquisitas de Donald Trump, irritando-se com quem os contradiga. Isso me lembra muito a idolatria esquerdista a Lula. Quanta perda de energia, pois todos estamos sujeitos a erros (não intencionais) ou irregularidades (intencionais).
Não tenho admiração pela figura pessoal de nenhum político ou servidor público, seja Lula, FHC, Temer, Aécio, Alckmin, STF, Polícia Federal, Ministério Público ou qualquer outro. Admiro apenas o que fazem de certo, observando-os atentamente.
República e Política não são brincadeiras de torcida por time de futebol. Há muito mais em jogo. Há tudo.

Ne Nuntium Necare

globo-ne-nuntium-necareAntigamente a esquerda botava a culpa de todas as mazelas do mundo na mídia, especialmente na Globo.

Agora a direita bota a culpa de todas as mazelas do mundo na mídia, especialmente na Globo.

Vamos parar com essa bobagem? Publiquemos as nossas verdades aqui, em blogues e em vlogues. Cativemos as atenções com a nossa verdade, com análises e propostas interessantes.

Paremos com os ataques e rótulos aos profissionais da mídia, estejam eles certos ou errados em sua humanidade. Lembremos que, se há um problema, está sempre no noticiado. Jornalistas podem errar em suas análises e opiniões tanto quanto podem os nossos melhores mestres e professores.

Não mate o mensageiro.

P.S. A Globo realmente derrubou o PT no domingo (17/4/16) de votação do impeachment na Câmara. Bonner pressionou os deputados, expondo-os o dia inteiro. Só por isso sou grato à Globo, ainda que provavelmente ali fosse uma luta particular, de vida ou morte. Se o PT ficasse no poder, um dia iriam fechar a Globo.

Ainda que haja uma linha editorial do veículo para uma direção ou outra ocasionalmente, acredito que devamos nos concentrar na informação em si e tirar as nossas próprias conclusões. Um jornalismo livre é fundamental para a democracia.

Quero apenas poder contar com os veículos de comunicação que prezem e trabalhem por um país livre da corrupção. Não gostou? Mude de canal, mude de revista.

A bela visão do Papa Francisco sobre a proteção de animais e do ambiente natural

Acabo de ler a encíclica “Laudato si” do Papa Francisco, de 2015.
É uma obra belíssima, que retrata a inteligência e a perspicácia do papa num dos temas mais importantes da atualidade: a responsabilidade do ser humano diante do ambiente natural em que vive.
Apesar de divergir de algumas opiniões dele em tópicos de caráter econômico e outros quanto à natureza humana, reconheço uma genuína e lúcida preocupação com o nosso mundo.
Chamo a atenção para sua bela abordagem quanto à dignidade dos animais, assunto que me preocupava por chamar-se Francisco.
Discordo da reclamação dele (2016) de pessoas cuidarem mais de animais em detrimento a outras pessoas. Ele não quer aceitar que ajudar a outras pessoas requer um grau de doação que muitas vezes não é possível a um indivíduo comum. E os animais, por sua imensa fragilidade, são muito mais frequentemente submetidos a crueldades.
Creio que aposta demais na humanidade, esquecendo os fatores evolutivos intrínsecos que leva a nossa espécie a pensar sempre primeiro em si e muito pouco nos outros. É da nossa natureza. Penso que deveria reconhecer isso e rezar para que a transcendamos.
Parece-me muito difícil ainda para muita gente perceber e aceitar o quão primitiva ainda é a nossa espécie, a nossa sociedade global.
De qualquer maneira, essa encíclica é um importante avanço para a religião e para a filosofia.


https://m.vatican.va/content/francescomobile/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html

Um pouco do que sou, por Ricardo Negreiros

Oceania

Sou casado há 32 anos, dois filhos e três netinhos. Minha vida tem sido totalmente dedicada à minha família. Eu e minha mulher Aparecida, uma formidável protetora de animais reconhecida internacionalmente, temos dedicado o nosso tempo e energia para tentar construir um mundo melhor, no limite de nossas competências.

Nasci em 1963 em Fortaleza. Meus pais se separaram em 1972, quando eu tinha nove anos e minha irmã três. Fomos morar num sítio nos arredores da cidade, onde não havia água encanada nem energia elétrica. Embora o choque de sair da Aldeota e mudar de escolas de primeira linha para escolas públicas, lembro-me com muito carinho dessa época. Mesmo com o estômago roncando, as coisas são sempre bem mais fáceis quando se tem o amor incondicional de mãe e avó por perto.

Em 1975 minha mãe vendeu o sítio e viemos para o Rio. Com pouco dinheiro e nenhuma experiência profissional, por alguns anos vivemos de biscates e das dificuldades de pagar o aluguel. Assim moramos e saímos rapidamente (risos) de Copacabana, Botafogo, Meier, Encantado, Piedade, Engenho de Dentro e Rocha Miranda, sendo esse último endereço uma espécie de porão com o chão úmido de esgoto. Nesse período trabalhei no que podia, como vender pastéis (horríveis) no Maracanã, fazendo faxina, panfletando na rua, dando reforço de aula enquanto a minha mãe trabalhava de manicure e fazia bolos e salgados para a vizinhança.

Em 1979 entrei no Citibank como office boy. No final daquele ano passei em primeiro lugar em Engenharia Civil na Souza Marques. Sem dinheiro para as mensalidades, o banco pagou toda a faculdade, onde me graduei em 1985 em Cálculo Estrutural.

Em 1987 entrei na área de auditoria da Arthur Andersen, que também custeou Ciências Contábeis na FASPA, onde me graduei como contador em 1991. Em pouco mais de dois anos de experiência e alguns cursos nos EUA e Argentina, tornei-me encarregado de campo na auditoria de importantes instituições financeiras, como as do Grupo Sul América, a financeira Losango e o incipiente Banco Pactual, que na época demandava ainda grande necessidade de organização.

Fui convidado para assumir a controladoria do Pactual em 1990, aos 26/27 anos, e por lá fiquei dez anos. Gradualmente modelei a parte administrativa do banco para permitir a completa consistência dos dados e a transparência dos números. Um período de muita atividade e também intenso de experiência e aprendizado, incluindo o MBA de Finanças do IBMEC concluído em 1994, também pago pelo banco.

Naquele período fiz parte de comitês na Febraban, BM&F e nas antigas Andima e Anbid, sendo envolvido em toda a sorte de discussões sobre legislação regulatória e fiscal com Banco Central e Receita Federal. Em virtude da minha crescente especialização em governança, o Pactual me convocava para tudo o que demandasse essa expertise, principalmente nos projetos de Fusão e Aquisição.

Com o tempo ficou clara para mim a grande carência de conhecimentos financeiros e administrativos nas empresas brasileiras. Percebi que toda quebradeira tem sempre um ponto em comum: a falta de governança, de monitoramento, organização e de transparência para os próprios donos.

O ambiente intelectual em um bancos de investimento é do mais alto nível. Mas trabalhar em estruturas luxuosas e lidar com colegas graduados nas melhores faculdades do mundo, em um setor que não conhece dificuldades financeiras, não nos torna apropriadamente sensíveis à realidade econômica, ao dia a dia de um empreendimento comum. Ao contrário, tudo nos parece bem mais fácil do que realmente é. São muitos os exemplos de problemas decorrentes dessa falta de experiência. Basta ler as histórias nos jornais e revistas especializadas. Portanto, apesar da experiência profissional em bancos sofisticados, queria aprender mais sobre o setor real da economia.

Em 2000 fundei a RN Executivos, uma empresa que até hoje tem apenas sócios e nenhum empregado. Acredito no poder das soluções negociadas e na cooperação mútua sem que seja preciso forçar as pessoas a trabalhar sem entender ou concordar com o que fazem. Nesses 16 anos de atividade nos tornamos reconhecidos como profissionais de alto desempenho. Atuamos em diferentes projetos de melhoria e de recuperação, sempre focados em resultado e cooptação das pessoas para objetivos comuns. Ajudamos dezenas de empresas nos mais diversos segmentos da economia a lançar ações em bolsa de valores, a serem vendidas para outros grupos, a melhorar os seus resultados e mesmo a sair do maior sufoco. É um trabalho feito em conjunto com os donos e profissionais locais, onde nos colocamos apenas como aqueles indivíduos que materializam os interesses estratégicos dos acionistas. Temos um jeito forte e determinado a melhorar a organização e a cultura de governança do empreendimento para que conquiste solidamente os espaços do seu mercado. Somos os profissionais que também ajudam a instalar nos grupos familiares o valor do reconhecimento meritório pelo que fazem os seus colaboradores. Que os ajudam a concentrar energia para obter resultados saudáveis e a perenização do empreendimento. Adotamos a postura mais discreta possível quanto ao nome de nossos clientes exatamente por entender que eles, com seus colaboradores, são os verdadeiros realizadores do sucesso, e que não faz o menor sentido atrair qualquer tipo de protagonismo. Para quem quiser saber um pouco mais sobre o meu trabalho recomendo pesquisar no Google, onde há bastante material. Eis, por exemplo, uma das minhas palestras na Endeavor: https://www.youtube.com/watch?v=YrS8ZAQRrwY. Segue também aqui o resumo de algumas entrevistas: https://www.youtube.com/watch?v=_QLAOUWCJaI

Bem, isso resume o meu lado profissional. Graças a Deus, definitivamente consolidado. Mas não julgo satisfatório me dedicar apenas a perseguir mais e mais sucesso e dinheiro. Em 2002 escrevi o livro “Carta para meus filhos, construindo o futuro” onde manifestei a importância de se conquistar realizações de maior significado. Então, vamos falar de algumas outras atividades:

– Preocupado com o volume de empresas com dificuldades no Brasil, e objetivando a disseminação de nossos consolidados conceitos de gestão, em 2010 lancei o livro “Manual do Reestruturador de Empresas”, já esgotado nas livrarias. Preciso lançar a segunda edição.

– Preocupado com a má qualidade de vida do cidadão carioca, em 2015 lancei, em conjunto com um grupo maravilhoso de jovens profissionais colegas do Partido Novo, o Projeto Reinventando Cidades (#reinventandocidades), uma abordagem inteiramente nova de ver e administrar as nossas cidades. O projeto é uma adaptação da minha experiência de quase 40 anos em projetos desafiantes da iniciativa privada em material político de natureza prática. Já estamos atuando com dezenas de colegas de outras cinco capitais e quase vinte cidades, enquanto escrevemos o livro onde apresentaremos a nossa abordagem: “Reinventando Cidades – um guia para a reestruturação de municípios”. Ele conterá praticamente um plano de governo para o município do Rio de Janeiro, contendo diagnóstico e plano de ação para Saúde, Educação, Segurança, Infraestrutura, Desenvolvimento Sustentável e Reorganização Administrativa. Já no início propomos a redução de 30 para apenas 8 secretarias operacionais.

Acreditamos firmemente que uma cidade pode ser gerida de acordo com os princípios de governança e foco em resultado da iniciativa privada, ou seja, na entrega de serviços e produtos de qualidade e custos apropriados ao cidadão-cliente. Em 27 de fevereiro fizemos um workshop que foi postado em oito vídeos na internet, a começar pelo https://www.youtube.com/watch?v=4avBaHprnJ4 . Os demais estão bloqueados apenas para quem quiser participar do projeto.

– No meu blogue https://reestruturador.wordpress.com/ deposito e exponho as minhas principais reflexões conceituais e filosóficas. Considero-me uma pessoa simples e despretensiosa, o que confunde um pouco quem não me conhece. Mais que falar de sucesso, negócios ou política, tenho preferido mergulhar na análise da alma humana, procurando desvendar onde tudo se inicia. Tenho fascínio por tentar capturar e divulgar as minhas conclusões de uma maneira simples e prática, ressaltando a grandeza e a importância da vida. A partir dessa motivação essencial, e inspirado no trabalho de minha mulher, em 2011 lancei o projeto Life Defenders sobre proteção de animais. A primeira peça de teatro já foi encenada no Mato Grosso. Faltam publicar os dois primeiros livros já escritos. Vale uma olhadinha no clipe do projeto em https://www.youtube.com/watch?v=kZ1VlAyNk2I.

Creio já possuir maturidade e experiência suficientes para trabalhar em qualquer desafio de transformação, seja em um empreendimento público ou privado. A partir do método de trabalho que desenvolvi como reestruturador, acredito que posso realizar um trabalho bastante inovador em atividades governamentais. É preciso atuar corajosa e firmemente contra a ineficiência, o desperdício e os desvios da administração pública.

Estou sempre à disposição para colaborar de forma determinada na construção de um Brasil melhor.