O Projeto 22

nascer do sol

O século XXI será provavelmente o mais importante da história da humanidade. Nele terão que ser resolvidos problemas dos mais diversos para que possamos viabilizar a continuidade da vida na Terra em um modelo estável e autossustentável. Precisaremos resolver desafios como a escassez de água, demanda por energia sustentável, impactos da superpopulação, entre muitos outros. Ninguém poderá se considerar imune a esses problemas e chegou a hora para interferirmos diretamente no processo por meio do Projeto 22. Como as perspectivas são ruins é preciso evitar que o acaso conduza os nossos destinos.

Como o Projeto 22 funciona?

O Projeto 22 (P22) é inspirado numa frase muito prática de Immanuel Kant: “Quem não sabe o que procura não encontra quando acha”. Trata-se, em linhas gerais, de uma visão idealizada do nosso mundo no alvorecer do dia 1º de janeiro de 2100, o “Dia V”, de visão. Nele será contemplado o máximo de elementos que permitam uma ideia mais concreta do que chamamos de “mundo melhor”. Desenvolvimento sustentável, água potável abundante, praias limpas, cooperação entre os países, eliminação da violência, fim do fundamentalismo religioso, uso prático e em larga escala da tecnologia biológica (neurociência e genética), uso de tecnologia robótica, bem como todos os aspectos inerentes à nossa necessidade de atingir o máximo de bem estar a todos o que habitam este planeta. Portanto, o princípio do P22 é criar um ponto focal, convergente e inspirador para cada habitante do planeta, e a partir dele discutir de que maneira a humanidade poderá alcançá-lo.

A forma como o planeta hoje está integrado, as abissais diferenças na qualidade de vida entre as diversas regiões, a tendência de aumento na migração populacional, a sombra inquietante da intolerância religiosa, a necessidade de maior cuidado com o meio ambiente e tantos outros elementos da dinâmica humana são forças que terão resultados imprevisíveis ou talvez trágicos. O ponto de vista do P22 é que todos esses assuntos são entrelaçados e interdependentes entre si, e porquanto precisam ser discutidos ao mesmo tempo.

Um exemplo prático do P22: Projeto África, premissas interligadas:

  • Violência em geral + intolerância religiosa. A miséria não permite o estudo, que não permite desenvolvimento, que permite cair na armadilha fundamentalista religiosa, que permite conflitos tribais e assim por diante.
  • Êxodo. Devido às condições sub-humanas em seu próprio país, milhões de africanos estão continuamente tentando migrar para fora da África. Sem preparo algum, são subempregados em outros países. Até o Brasil está começando a ver africanos trabalhando como camelôs.
  • Potencial mercado. Toda empresa que pretende se desenvolver procura mercados em crescimento. É difícil percebermos hoje em dia que a África possa ser um bom mercado potencial, mas onde há gente há consumo potencial. E lá moram 1,1 bilhão pessoas!
  • Sofrimento humano e de animais. Muitas vidas humanas são perdidas para a fome, doenças e violência. Da mesma forma, animais raros e maravilhosos são mortos para empalhamento na casa de reis europeus e milionários inescrupulosos.

Abordagem do P22: por diversas razões, todos queremos que a África se desenvolva e permita um maior nível de bem estar para os que lá vivem. Logo, uma das afirmações é que no “Dia V” a África terá uma qualidade de vida semelhante à da América Latina. O P22 começará como um site, e ao clicar no ícone de “explicação”, uma teoria para o “como” aparecerá em destaque. Aqueles que têm o coração menos entusiasmado, aqueles que vêm ceticismo em tudo, aqueles que entendem que nenhuma mudança será possível, ou seja, aqueles que desistem facilmente, levantarão muitos obstáculos sobre as ideias no P22. Mas, se você quer ser um reestruturador do mundo ao invés de um mero espectador dessas coisas que estão aí, basta olhar as sugestões que o P22 promoverá e avaliar se podem ser aprimoradas, ou mesmo substituídas por outras melhores, ou mesmo complementadas por outras ideias, sem nunca perder o vigor de persistir e inspirar. Pensando assim, o projeto África pode, em verdade, fazer parte de um programa de esforços para melhorar o desenvolvimento de países gravemente necessitados, tal como o Plano Marshall do pós-guerra de 45 que, mesmo tendo outros objetivos, tinha um conteúdo igualmente desafiador. Sua configuração inicial pode ser a seguinte:

  1. Reunir os países do G20 e lhes atribuir um quadrante de responsabilidade de 1/20 do território da África, ponderado pelo número de habitantes.
  2. Cada país do G20 investirá, um certo valor anualmente em seu quadrante, por cerca de um tempo determinado. Exemplo: US$ 1 bi anuais.
  3. Contrapartida do quadrante – governança, transparência, leis anticorrupção com tribunal internacional etc.
  4. Outros ganhos dos países investidores – redução da migração de pessoas sem qualificação para outros continentes.

Do mesmo modo que o Plano África, praticamente cada um dos desafios apontados no P22 terá uma barreira econômica quanto a quem ou o que financiará os investimentos necessários para as mudanças. Porém esse já é um desafio do mundo atual. Para esclarecer a viabilidade do meu ponto de vista estou desenvolvendo um artigo para o meu blog (reestruturador.wordpress.com) chamado “O desafio das TIRs (taxas internas de retorno)”. Esse texto pretende discutir o imenso desafio do capitalismo moderno, a partir das possíveis respostas à seguinte pergunta:

“Você investiria seu capital em um belo projeto de reciclagem de 100% do esgoto, transformando-o em fertilizante de alta qualidade, com TIR de 2% a.a., ou em uma nova fábrica de cigarros com altos níveis de alcatrão fortemente viciante e cancerígeno, com TIR de 25% a.a.?”

Como comentado, o P22 começará como um site, por meio do qual divulgaremos o nosso ideal de futuro, sempre preocupados em explicar o porquê de acreditarmos naquela direção, indicando o autor das afirmações e conjeturas e a sua qualificação. Cada tópico estará naturalmente aberto a sugestões e comentários para o contínuo aprimoramento dos tópicos. Eis uma ideia geral da aparência do site:

Tenho certeza de que estamos prestes a desenvolver uma ferramenta a ser usada para a criação de um novo caminho, um caminho mais inspirador, uma nova esperança para nós e para aqueles que nos sucederão neste planeta.

Junte-se a nós! Seja o inspirador de um novo mundo.

Atenciosamente,

Ricardo Negreiros

ricardojnegreiros@gmail.com

V21-971483135, Oi21-988921801

Texto sobre o Desafio das TIRs: https://reestruturador.wordpress.com/2014/12/22/o-desafio-das-tirs-taxas-internas-de-retorno/?preview=true&preview_id=19

Bio

Ricardo Negreiros, nascido em Fortaleza em 1963, é engenheiro, contador e MBA em Finanças. Trabalhou oito anos no Citibank (79-87), no segmento de auditoria da Arthur Andersen (87-90) e no Banco Pactual (1990-2000). Tendo vivido uma peculiar mistura de experiências em controladoria, auditoria e investment banking, Negreiros desenvolveu uma visão convenientemente aplicável a trabalhos de reestruturação de empresas. Os primeiros projetos desta natureza foram executados, com grande sucesso, ainda no período em que trabalhava no Banco Pactual.

Visando uma dedicação maior a este segmento, Negreiros deixou o Banco Pactual (hoje BTG Pactual) em 2000, inicialmente trabalhando diretamente na função do próprio executivo de campo. Com a consolidação de sua metodologia, ao longo dos anos a RN Executivos arregimentou executivos com o mesmo perfil de seu fundador para execução de diferentes projetos de reestruturação nos mais diversos segmentos da economia. Essa metodologia está retratada em seu livro Manual do (Re)Estruturador de Empresas.

Atualmente a RN Executivos é uma partnership de executivos de alto nível, onde todos trabalham sob uma mesma forma de pensar e com o mesmo método simples, claro e eficiente. Cada um dos executivos possui a experiência, a energia e o foco necessários para transformar suas empresas-cliente em modelos de administração e rentabilidade.